domingo, 11 de setembro de 2011

SOBRE EXÚ.....



Qualidades do Orixá Exu
Sobre a multiplicidade de EXÚ


Vamos separar a qualidade como é chamada no Brasil  (em Cuba chama-se caminhos), dos títulos e de nomes tirados de cantigas como insistem pseudo sacerdotes.


Já sabemos que os orixás são venerados com outros nomes em regiões diferentes como: Iroko (Yoruba), Loko (Gege), Sango (Oyo), Oranfe (Ife), e isso torna o culto diferente.


Temos também o segundo nome designando o seu lugar de origem como Ogun Onire (Ire), Osun Kare (Kare),etc, também temos os orixás com outros nomes referentes às suas realizações como Ogun Mejeje que se refere às lutas contra as 7 cidades antes de invadir Ire, e Iya Ori, a versão de Yemanja como dona das cabeças, etc.


Há portanto uma caracterização variada das principais divindades, ou seja, uma mesma divindade com vários nomes e, é isso que multiplica os orixás no Brasil , Portugal, África e em Cuba.


Exu o primeiro orixá criado por Olorun de matéria do
planeta segundo a sua mitologia, ele possui a função de executor, observador,
mensageiro, líder, etc. Alem dos nomes citados aqui, que são epítetos e nomes de cidades onde há o seu culto, ele será batizado com outros nomes no momento do seu assentamento, ritual especifico e odu do dia.


DIA DA SEMANA
Segunda-feira.


CORES
Preto , vermelho e cinza


SÍMBOLOS
Tridente e/ou bastão (opa ogó).


ELEMENTO
Fogo.


PLANTAS
Pimenta, capim tiririca, urtiga. Arruda, salsa, hortelã.


ANIMAIS
Bode.,galos, e etc..


METAL
Bronze, ferro (minério bruto).


COMIDAS
Farofa de dendê, bife acebolado, picadinho de miúdos.


BEBIDAS
Cachaça.


SINCRETISMO
Santo Antônio (13/06) .


FUMO
charutos e até fumo de rolo


A palavra “Exu” significa, em ioruba, “esfera”, aquilo que é infinito, que não tem começo nem fim. Exu é o principio de tudo, a força da criação, o nascimento, o equilíbrio negativo do Universo, o que não quer dizer coisa ruim. Exu é a célula mater da geração da vida, o que gera o infinito, infinita vezes.
É considerado o primeiro, o primogênito; responsável e grande mestre dos caminhos; o que permite a passagem o inicio de tudo. Exu é a força natural viva que formenta o crescimento. É o primeiro passo em tudo. É o gerador do que existe, do que existiu e do que ainda vai existir.
Exu está presente, mais que em tudo e todos, na concepção global da existência. É a capacidade dinâmica de tudo que tem vida. Principalmente dos seres humanos que carregam, em seu plexo, o elemento dinâmico denominado Exu.
É aquilo que no candomblé chamamos de Bára, ou seja “no corpo”, preso a ele. É o que nos dá capacidade de agir, andar, refletir, idealizar. Sem o elemento Bára, a vida sadia é impossível. Sem ele, o homem seria excepcional, retardado, impossível de coordenar e determinar suas próprias atitudes e caminhos de vida..
Realmente, Exu está presente em tudo. E damos como exemplo inicial a concepção da geração da vida. O membro ereto do macho tem a presença de Exu- aliás, em terras da África, o membro rijo é o símbolo da vida, o símbolo de Exu - ; a penetração na fêmea, tema a regência de Exu; a ejaculação é coordenada por Exu; o percurso do espermatozóide dentro da fêmea, é regido por Exu; também na fecundação do óvulo Exu está presente. E quando a primeira célula da vida esta formada, a presença de Exu se faz necessária. Já na multiplicação da célula, a regência passa por Oxum, que vai reger o feto até o nascimento.
Exu também está presente no calor, no fogo, na quentura. Presente se faz nos lugares poucos arejados, nos lugares onde existem multidões, nos ambientes fechados e cheios.
Exu está na alteração do ânimo, na discussão, na divergência, no nervosismo. Está presente no medo, no pavor, na falta de controle do ser humano. Também está perto na gargalhada, no riso farto, na alegria incontida. Para nós brasileiros, amantes do futebol, Exu está presente no grito de “gol”, que soltamos de forma feliz e nervosa. É o desprendimento do nervosismo contido no peito.
Exu é a velocidade, a rapidez do deslocamento. É a bagunça generalizada e o silêncio completo. Diz-se que Exu é a contradição. É o sim e o não; o ser e o não ser. Exu é a confusão de idéias que temos. É a invenção, descoberta. Exu é o namoro, é o desejo, é o sentimento de paixão desenfreadas e é também o desprezo. Exu é a voz, o grito, a comunicação. É a indignação e a resignação. É a confusão dos conceitos ba´sico. Aquele que ludibria, engana, e confunde; mas também ajuda, dá caminhos, soluciona. É aquele que traz dor e a felicidade.
Para se ter uma noção do comportamento e da regência paradoxal de Exu, cito um de seus Orikis (versos sarados), que diz;
“ Exu matou um pássaro ontem, com a pedra que jogou hoje”
Assim, pode-se ter uma idéia exata de quem Exu é, como é, e como rege as coisas. Ele esta presente em tudo..... em nada.
Exu esta presente no consumo de substâncias tóxicas, no álcool, na droga, no fumo. Ele é o sólido, o liquido e o gasoso. Está nas conversas de esquinas, de bares, de restaurantes, de praças. Está na aceitação ou recusa de qualquer coisa.
Está presente também nas refeições, pois ele é quem rege o ato de mastigar e engolir. A gula é atributo de Exu. Está no coito, no prazer sexual, na preguiça; mas também está presente na disposição, na energia, sem querer com isso carregar peso, pois Exu não gosta de carregar peso. Outro Oriki fala claramente sobre esta sua particularidade:
“ Xonxô obé, odara kolori erú”


“ A lâmina (sobre a cabeça) é afiada; ele não tem cabeça para carregar fardos”


Exu é tudo isso e mais. Fogo é o seu elemento, mas a Terra e o Ar são bem conhecidos de Exu. É a presença constante!


Dia: Segunda Feira
Data: Não existe especificamente, pois todos os dias são de Exu.
Metal: Não tem, sua matéria é a terra, pois nasceu da terra em forma de pênis.
Cor: Preto e Vermelho
Partes do Corpo: Sensações de sede e de fome, cavidade do Ori (cabeça), cavidade do útero, atividade sexual (não da atividade procriadora, da fecundação, pois ele é o resultado, o descendente), placenta fecundada, os pés (bola dos pés), uma parte do fígado (a outra é de Oya).
Comida: Sangue de bode, galos, galinhas, farofa de azeite de dendê, carnes mal passadas, pimenta e bebidas alcoólicas.
DOMÍNIOS (variados)
Passagens, encruzilhadas, caminhos, portas, entrada das casas.


O QUE FAZ
Vigia as passagens, abre e fecha os caminhos. Por isso ajuda a resolver problemas da vida fora de casa e a encontrar caminhos para progredir. Além disso, protege contra perigos e inimigos.


QUEM É
Elo de ligação entre os homens e os Orixás; senhor da vitalidade; do sexo; da alegria, da vida, das sensações.


CARACTERÍSTICAS
Apaixonado, esperto, criativo, persistente, impulsivo, brincalhão, amigo.




EXÚ DESCRITO PELO ESCRITOR  JORGE AMADO [ gostei, então postei]


NÃO SOU PRETO, BRANCO OU VERMELHO
TENHO AS CORES E FORMAS QUE QUISER.
NÃO SOU DIABO NEM SANTO, SOU EXU!
    MANDO E DESMANDO,
    TRAÇO E RISCO
    FAÇO E DESFAÇO.
    ESTOU E NÃO VOU
    TIRO E NÃO DOU.
    SOU EXU.
PASSO E CRUZO
TRAÇO, MISTURO E ARRASTO O PÉ
SOU REBOLIÇO E ALEGRIA
RODO, TIRO E BOTO,
JOGO E FAÇO FÉ.
SOU NUVEM, VENTO E POEIRA
QUANDO QUERO, HOMEM E MULHER
SOU DAS PRAIAS, E DA MARÉ.
    OCUPO TODOS OS CANTOS.
    SOU MENINO, AVÔ, MALUCO ATÉ
    POSSO SER JOÃO, MARIA OU JOSÉ
SOU O PONTO DO CRUZAMENTO.
    DURMO ACORDADO E RONCO FALANDO
    CORRO, GRITO E PULO
    FAÇO FILHO ASSOBIANDO
    SOU ARGAMASSA
DE SONHO CARNE E AREIA.
    SOU A GENTE SEM BANDEIRA,
    O ESPETO, MEU BASTÃO.
    O ASSENTO? O VENTO!..
    SOU DO MUNDO,NEM DO CAMPO
    NEM DA CIDADE,
    NÃO TENHO IDADE.
RECEBO E RESPONDO PELAS PONTAS,
PELOS CHIFRES DA NAÇÃO
SOU EXU.
    SOU AGITO, VIDA, AÇÃO
    SOU OS CORNOS DA LUA NOVA
    A BARRIGA DA RUA CHEIA!...
QUER MAIS? NÃO DOU,
NÃO TOU MAIS AQUI...


 A saudação a Exu é:- Laroyê, Exu! ( “Salve, Exu! “).




OS 16 MÚLTIPLOS CAMINHOS DE EXÚ :     
    


:Exú Yangui :a laterita vermelha, é a sua múltipla forma mais importante e que lhe confere a qualidade de Imolê ou divindade nos ritos da criação. Exú ligado a antigas e grandes sacerdotizas de Oxun.
Exú Agbà: o ancestral, epíteto referente à sua antiguidade.
Exú Igbá ketá: o exú da terceira cabaça
Exú Okòtò: o exú do carocol, o infinito.
Exú Oba Babá Exú: o rei pai de todos os Exús
Exú Odàrà: o senhor da felicidade ligado a Orinxa’Lá
Exú  Òsíjè: o mensageiro divino
Exú Elérù: o Senhor do carrego ritual.
Exú Enú Gbáríjo: a boca coletiva dos Orixás.
Exú Elegbárà: o senhor do poder mágico
Exú Bárà: o senhor do corpo
Exú L’Onan: o Senhor dos caminhos
Exú Ol’Obé: o senhor da Faca
Exú El’Ébo: o Senhor das oferendas
Exú Alàfìá: o Senhor sa satisfação Pessoal
Exú Oduso: o Senhor que vigia os Odús.
Exús que acompanham vários Orixás.
Exú Akesan: acompanha Oxumaré, etc
Exú Jelu ou Ijelu: acompanha Osolufun.
Exú Ína: responsável pela cerimónia do Ipade regulamentando o ritual.
ExúÒnan: acompanha Oxun, Oyá , Ogun, responsável pela porteira do Ketu.
Exú Ajonan: tinha o seu culto forte na antiga região Ijesa.
Exú Lálú: acompanha Odé, Ogun, Oxalá, etc
Exú Igbárábò: acompanha Yemanjá, Xangô, etc
Exú Tìrírí: acompanha Ogun
Exú Fokí ou Bàra Tòkí: acompanha Oyá e vários orixás
Exú:Lajìkí ou Bára Lajìkí: acompanha Ogun, Oyá e as posteiras.
Exú Sìjídì: acompanha Omolú, Nanã, etc
Exú Langìrí: a companha Osogiyan
Exú Álè: acompanha Omolú
Exú Àlákètú: acompanha Oxóssi
Exú Òrò: acompanha Odé, Logun
Exú Tòpá/Eruè: acompanha Ossayin
Exú Aríjídì: acompanha Oxun
Exú Asanà: acompanha Oxun
Exú L’Okè: acompanha Obá
Exú Ijedé: acompanha Logun
Exú Jinà: acompanha Oxumarè
Exú Íjenà: acompanha Ewá
Exú Jeresú: acompanha Obaluaiye
Exú Irokô; acompanha Iroko 


 ALGUMAS OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:


 No ketu o Bara é o exú pessoal, aquele que está ligado ao corpo físico do filho de santo, chamamos de bara do Orixá, mas ele está diretamente ligado ao filho. Em ketu, em alguns axés, não se faz Orixá Exú e como o bara está ligado ao corpo, também não entendo como se pode fazer em um  filho. Talvez seja só uma terminologia equivocada.Existem zeladores que ensinan que para exú bara não há necessidade de sacrificios ou preceitos para exú.  Todos os sacrifícios que acontecem são necessários,nada é desnecessário.Existem objetivos que somente pessoas mais graduadas dentro da religião conhecem.Eu não vejo o mal,pois não sou vegetariana e assim como se mata um animal para comer em casa,se mata o animal no sacrificio,mas existem preceitos, até para exú existem preceitos. Todo sacrificio é minuciosamente realizado para não deixar nenhum animal sofrer em nada, nada mesmo é disperdiçado, mesmo porque, se você relmente souber o que é um Orixa e entender a sua magnitude, verá que ele jamais aceitaria algo que fizesse um ser vivo sofrer. o ato do sacríficio se justifica quando o animal é oferecido para alimentar a comunidade. É claro que existem aqueles que usam o sacríficio para intimidar as pessoas e criar um tipo de misticismo que na verdade não existe sobre este ritual. É importante que  entendamos o motivo para aceitar a cerimonia. 


Em Angola, Pombagira significa Pambu Njila que é o Inkisse correspondente a Exu dos Yorubás, mas ele é um Inkisse masculino, dentro do meu conhecimento.
 Não exite Exu feminino, apesar dos nome em Ketu Bara e/ou Lebara estarem ligados a Exú, eles continuam sendo masculinos. Todos os simbolos de Exú são maculinos, inclusive o mais tradicional deles é o Ogó, que tem um formato fálico (forma de penis) e representa tb a virilidade.  hoje em dia há uma correntesa, uma onda, uma multidão de zeladores tentando legitimar erros ou invenções, e uma dessas correntes visa legitimar o culto a pombagira no candomblé, trocando seu nome para leba, como se com essa troca a pombagira fosse alçada ao nível de Orixá, o que é totalmete errado. Vou te dar alguns exemplos de invenções que estão tomando força:
Feitura de filhos de pombagira, rum em pombagira, pombargira com “chorão”.
Ogum Waris vestido de dourado e dançando como Yabá. a cada dia vemos mais e mais pessoas inventando fundamentos e histórias de Orixas para se dizerem grandes conhecedores do candomblé. O candomblé é simples e deve se manter simples. Não sou a  dona dos conhecimentos e da verdade, mas essa constatação  que fiz acima é fato notório do que vemos hoje. Sobre o caso de Waris, não é verdade que Ele só possa ser feito em mulheres ou que veste dourado ou seus ferros são dourados. Isso foi inventado para dar “beleza” e foi criado segundo um entendimento equivocado de que este Ogum é metade Oxum metade Ogum. O que não é verdade. Este Ogum tem ligação com água sim,mas não significa que seja ligado exclusivamente a Oxum, na maioria das vezes vem ligado a Oxum, mas não é regra. Também não é verdade que seu elemento seja o ouro, seu elemento como todo Ogum é o ferro, este Ogum, PODE ser adornado com elementos dourados sim, mas adorno é diferente de TODO dourado. Suas roupas podem ter o amarelo, que é diferente do dourado. Enfim.. é um Ogum como todos os outros e deve ser feito como todos os outros. Waris não é guardião das Yabás, isso não tem nem sentido. O assentamento do Exú é essencial em toda iniciação pois é Exú que fará a ligação entre o iniciado e seu Orixá. Mas me refiro a Exú Orixá e não exús catiços, que não devem se quer receber assentamentos, quando muito ficam “arrumados”. É  triste ver o que tem sido feito em nome das invenções e belezas estéticas. São adês e roupas que mais parecem adereços de escola de samba. falta de conhecimento básico sobre Orixás e a  religião. E tudo para que espetáculo fique bonito. E agora teimam em colocar Ogum de dourado e dizem que é fundamento, só não sei de onde retiraram estes fundamentos, porque da tradição do candomblé é que não foi.  Como eu  disse o candomblé é simples e no início era muito mais simples e Ogum sempre foi o mais simples de todos, vestindo apenas mariwo e panos brancos ou verdes, sem enfeites. 


Oxossi com roupa de Yabá (há uma lenda que diz que Oxossi seria feminino e Odé seria o  masculino, e baseado nisso estão interpretando as coisas a sua maneira deixando a tradição de lado. Eu já soube de uma casa onde Oxossi vem como Yabá,na verdade só existe um oxosse feminino, e no brasil, como fêmea, não se faz.
Homossexual masculino ou trasexual sendo confirmado Ekedji, e transexual ou homossexual feminino sendo confirmado Ogã. Filho de santo sendo iniciado para IYa-mi (yaô de Iya-mi).
 defendo que não existe Exú feminino, e que pombagira não é feita na cabeça de ninguém, e não há motivo para usar chorão, coroa e muito menos dar rum nela. Cada coisa em seu lugar.Não sou a  dona da verdade,mas  dizem que uma mentira repetida seguidas vezes se torna verdade, é isso que está acontecendo com o candomblé, quem não sabe inventa, e as invenções estão tomando força de verdade. 
Igbarabô é o primeiro a ser reverenciado no padê e isso se deve a ser este o Exú ligado a Ogum. E Inã (fogo) está ligado diretamente a Xangô.
 Lalú especificamente, está ligado a Oxalufã. 
 Os exus de Ogum no candomblé que eu conheço são Tiriri, Lonã e Ibarabô.
 Bara Ijede.é o Exu/Bara de Logum
bara lajki ou lojiki é   Exú de Oyá    . M uitos dos que estão listados são Exú do Orixá tb, mas é coincidencia. A maioria estas qualidades listadas se referem ao Orixá Exú, e não ao Exú ligado ao Orixá, que é um assunto diferente muito pessoal e restrito aos axés. Quando temos uma lista de todos os Exús incluindo, bara e os ligados ao Orixá esta lista é imensa, e certos assuntos não devem ser tratados tão abertamente, são restritos.  há muita controvérsia sobre o primeiro Exú, alguns historiadores dizem que foi Iangi e outros dizem que foi Latopá, então o ideal é pesquisar a criação do mundo por Olodumare e a criação e divisão do primeiro Exú, há um mito que conta como esta divisão se deu, é muito interessante. Múltiplas são as funções de Exú Onã dentro de uma casa de candomblé. Acompanha vários Orixás, alguns são assentados para o portão. Exú que canta a alegria!
Exú Báragbò, acompanha alguns Orixás em casas de candomblé, aquele que olha pela casa, Ojú Bará!
Marabô: catiço da umbanda.
 O Orixá Exú não faz parte do enredo da personalidade de ninguem da forma de influenciar em atos sujos, bandidos ou desonestos Ele está presente sim em todos nós e tem lugar de destaque e sempre será assentado junto dos nossos Orixás, mas também não será ajuntó de outros Orixás, ao menos na tradição Ketu. Pde ser até ori meji de uma pessoa, mas nunca será ajuntó.   O assentamento do Exú é essencial em toda iniciação pois é Exú que fará a ligação entre o iniciado e seu Orixá. Mas me refiro a Exú Orixá e não exús catiços, que na minha opnião não devem se quer receber assentamentos, quando muito ficam “arrumados”.
Não se deve raspa Exu pois é uma “energia latente demais”,Exu é o movimento, como se poderia assentar o movimento?Entendeu o paradigma?
Alguns dizem que fazem, que raspam Exu,mas tradicionalmente, não se faz Exu na cabeça de um iniciado,se fazem orôs a Exu entrega o filho a OGUM ou OXOSSE., tradicionalmente não se raspa Exú, sendo Ele substituído por OGUM ou OXOSSE, mas sabemos que há casas de ketu que fazem, não entramos neste mérito,me abstenho a falar que na tradicionalmente não se faz, mas tradição não é lei.  
Xoroque é um vodun chamado Gun da nação Jeje, normalmente fica assentado na entrada das casas Jeje, no Ketu não tem Xoroque que muitos errôneamente o trata como Orixá.  Não tem diferença alguma Exí Tiriri Lonan, Lonan ou Onan é um só, existem muita gente que os diferenciam por orixá erradamente, esse Exú é um só! O senhor dos caminhos.
 Conheço um Bára nos caminhos de nosso pai osogiyan que é Exú Languirí. Raros são os que saben arrumá-lo e vultuá-lo. Por acompanhar Osogiyam, por respeito, Exú só usa branco, porém, come dendê e sal e bichos brancos.
Esse Exú só aceita ser arrumado por seu filho. De Oxalá.Existem vários, Ijelú, Odará estão entre os principais.   Xango, quais  os Exus ligados a ele? Barabô, Akesan e Inã. 
 No caso de um filho de Exú ele não tem Bara é o próprio Exú, o entendimento de Bará é que Ele é o nosso Exú o Exu que guarda o nosso corpo e nos liga ao orixa pessoal. Nas porteiras há Exús específicos que não recisam ser os do zelador e nem devem ser, são Exús assentados com esta função.  Todo orixa/filho tem o seu Bara, pois este é o Exú guardião do corpo, o Exú/bara pessoal que nasce conosco e morre conosco, mas, apesar disso, o Bara deve ter o seu assentamento individual. São duas coisas distintas, Bára é o nosso Exú individualizado, só pode ser assentado no Odú Ijê, é de culto restrito pois são poucas as casas que detem o conhecimento, normalmente os Abiaxés assentam quando nascem DENTRO da casa do candomblé.
Há o Exú que acompanha o Orixá e só deve ser assentado quando o Orixá também for assentado e também na iniciação.  Exu bara logiki, esse Exú pode acompanhar mais de um Orixá, dentre eles Ogun, Lufã .


Exú é o Senhor dos Caminhos. (Não importa se são os caminhos que levam a uma casa, um mercado, uma cidade inteira, ou um país - Exú é sempre senhor dos caminhos). Existe o que chamamos de "exú pessoal" de cada um, o exú do "nosso" caminho particular. A esse Exú chamamos - dentre vários nomes - de Exú Bára ou Bará (que quer dizer "exu dos humanos" ou "exú do nosso corpo humano".
Esse exú nada tem a ver com os exús que chamamos de "compadres, comadres, catiços, pombas-giras" etc... Estes últimos são "almas" mas o Exú Bara vive conosco, colado conosco, desde o ventre, nasce conosco.
 Em qualquer tempo, é muito importante que estejamos "protegidos" e "amigados" com nosso exú pessoal, pois ele agirá em nós, como um "anjo da guarda" nos protegendo dos perigos e ciladas da vida e nos ajudando a abrir caminhos.
Todo mundo tem seu exú pessoal. Pode ser homem, mulher, criança, pode ser da religião, pode ser de fora da religião, pode ser crente (que acredita) e pode ser ateu - o exú guardião está sempre lá acompanhando a pessoa onde quer que ela vá. Óbvio, que digamos, se este exú é um amigo nosso, se a gente o tratar bem, ele ficará feliz conosco, agradecido pelo reconhecimento, se o tratarmos mal ou o ignorarmos - ele pode ser que não faça nada de mal, exceto, "afastar-se" de nós, como um amigo magoado. Ficaremos então, no mínimo, imunes de sua proteção e amizade e aí, entregues, talvez, à contratempos.
Esse amigo está dentro de nosso corpo -como eu disse.
Mas, também está "solto" para nos proteger nos caminhos onde andamos. Se ele é o Senhor dos Caminhos, é natural que vá a nossa frente para nos proteger, guardar e guiar.
Não existe exú bára fêmea. Ele é sempre macho. Mesmo que o seu filho, seja homem ou mulher. Ele foi designado pelo Ser Supremo para nos guardar.
Mas, exú é também MOVIMENTO, como uma esfera, que corre no espaço, ultrapassa todas as fronteiras e barreiras e pode estar em todos os lugares - com uma velocidade que nada compara. Como se, de fato, se movesse em "anos-luz". Diríamos....Eu acredito na força de exú. Ele, dizem os mais antigos, é chamado de "vento, pó ou poeira" porque ele se move como vento, e está presente aos locais, como se fosse um grão de pó ou poeira. Quase invisível. Ele tudo sabe, tudo vê, tudo comanda.
Por isso para exú não há tempo, local, hora, lugar, dentro, fora, cima, baixo, nada que o impeça....apenas não gosta de chuva, dizem os mais velhos.... por isso é um interdito cultuar exú na chuva.
Exú é senhor do caminho e das estradas e eu gosto de cultuar na natureza, nas estradas de barro, no meio da noite. Ele é o senhor da noite e do dia, mas gosta mais (convencionou-se) das horas da noite, também chamadas "horas grandes" pelo grande poder mágico destas horas.
Assim, sendo, já explicado, aceite meu conselho, cultue seu exú pessoal hoje e sempre e seja feliz!




OBS:  SOBRE EXÚ NO JOGO DE BÚZIUS...






 Pela manhã, antes do sol nascer,  O olhador, deverá estar de roupa clara, descalço e com as yans[contas, guias] de seus orixás. Não deve beber ou fumar antes e durante o jogo. Deverá então pedir licença para o orixá que rege o dia da semana para abrir o jogo saudando todos os orixás, começando por "Exú " e finalizando com "Oxalá". Pedir a iluminação de "Ifá" pronunciando a seguinte oração em yorubá:




" Oduduá, Dadá, Orumilá 
Babá mi Alari Ki Babá 
Olodumarê Babá mi 
Bakê Oshê
Bara Lonan
Kou Filé Babá mi 
Emim Lo Shirê Babá
Ifá Benim Mojubaré
Ifá Orum Mojubaré
Exú Mojubá (Bater o pé direito tres vezes)
Okê Oxé
Ifá Agô
[saudar os 16 odús e depois os 16 orixás, começando com exú]....e tenha um bom jogo de buzius!




quarta-feira, 7 de setembro de 2011

OS ORIXÁ NOS CONFINS DA ÁFRICA.....




ORIXÁS MAIS CULTUADOS NA TRADIÇÃO YORÙBÁ

                                          Bàbá Rasaki após sua consagração no culto de Ògbónì na cidade de Abeokuta, Nigéria.

ÒRÌSÀ DO CULTO TRADICIONAL YORÙBÁ.
ÈSÙ: Orixá primordial, mensageiro das divindades, e guardião da casa de Deus, muito importante em qualquer ritual. Deus da ordem, disciplina e organização.

ÒGÚN: ORIXÁ primordial, muito importante para o desenvolvimento da humanidade, protege contra acidente e assalto.

ÒSOOSÌ: Principal dicipulo de Ògún, tem o poder da estratégia.

ERINLÈ: Grande caçadora, muito poderosa, tem forte ligação com Magia e Osonyin, cultuada para trazer prosperidade e coragem.

OLÓGUN-EDE: Filho e mensageiro de Òsun, cultuado para trazer força, sabedoria e dinheiro.

OSONYIN: Divindade ligada a magia, e a cura, cultuado para que sempre tenhamos àse.

AKÒGÙN: Divinda relacionada com a magia.

OMOLÚ: No culto tradicional Yoruba, é o nome pelo qual a divindade Nàná Buruku é chamada, cultuado para evitar morte e doença.

OBÀLUWAIYE: Divindade cultuada para evitar doença e morte, está relacionado a terra vermelha.

ÒSÙMÀRÈ OU ESÙMARÈ: Divindade da transformação, muito ligado a Omolu, ajuda o ser humano a melhorar de vida.

YEWA: Divindade feminina, cultuada para trazer serenidade.

IRÓKÒ: Arvore sagrada, o espirito que habita dentro dela, faz tanto o bem quanto o mal, e em seu topo as IyaEleye se reunem.Chamado de Olúwere.

SÀNGÓ: Grande divindade, cultuado para trazer longevidade e bens materiais.

OBÀ: Divindade que lidera as Iya mi, cultuada para que haja paz no casamento.

OYA: Divindade ligada aos ventos, e aos nossos ancestrais, tem força para trazer bons acontecimentos.

DÀDÁ AJAKA: Irmão de Sàngó, cultuado para trazer liderança, está ligado as crianças que nascem de cabelo enrrolado.

AGONJU: Ffilho de Ajaka, ligado a terra.

BAYANNI: Irmã de Sàngó, ajudou ele a se tornar rei de Oyo, tem força para levar o homem a fama.

ÒRÁNMÍYÀN: Grande rei, cultuado para que haja sempre a paz.

ÌBEJÌ: Divindade que protege as crianças e os gêmeos.

IDOWU: Mensageiro de Ibeji.

EGBÉ: Tem força para trazer a harmonia nas comunidades. E combate a ação negativa de Abikú.

KORÌ: Protetora das crianças órfãs e adotadas. 

EGÚNGÚN: Ancestrais masculinos.

GÈLÈDÉ: Ancestrais femininos.

OSÓ: Representa a força e o poder masculino. São os feiticeiros.

ÌYÁ MI ELEYE: Força feminina, as feiticeiras.

IYEMOJA: DIVINDADE dona de todas as águas, ligada a proteção.

AJÉ SÀLÚGÀ: Tem força para levar o ser ao caminho da prosperidade.

OLÓKUN: Dona dos mares, ligada a felicidade e prosperidade.

OLÓSÀ: Dona das lagoas e lagos, cultuada para que sempre haja purificação.

AJÁLÁ: Cultuado para trazer o equilibrio.

ÒÒSÀ-OKO: Cultuado para que haja fartura.

ÒÒSÀ-OKE: Leva o homem para o alto. Elevação espiritual.

ÒÒSÀ ROWU: DONO DO ALGODÃO.

IYEMÒWÓ: Mulher de Obàtálá, ligada a menstruação, e aos búzios.

OBÀTÁLÁ: Grande divindade, ligado a criação do mundo e dos corpos humanos, cultuado para se ter longividade e sabedoria.

ONILÈ: Dona da terra, homenageada para que sempre haja existência.

ODÙDÚWÀ: Criador do mundo, grande antepassado da humanidade, cultuado para que sempre tenhamos boa conduta.

ODÙ-LOGBOJE: Representada pelo Igbá Odù, chamada de Odùá, é a esposa de Ifá, mãe de todos os odù. Sua iniciação se chama: Ìpínodù.

ÒRÚNMÌLÀ BÀBÁ IFÁ: Senhor do destino, cultuado para que a pessoa se encontre na vida. Sua iniciação se chama: Itefá.

OLÓRÚN OLÓDÙMARÈ: Deus supremo, não é cultuado com oferendas nem sacrifícios, é apenas venerado. D’Ele vem o axé dos orixás.


IRE O!

Ilésire Omigbàmí Òsàlásínà.

IYEMÒWÒ, a esposa do rei do pano branco....



                                           (Esculturas de Obàtálá e Iyemòwó, Ilé Ifè - Nigéria).

Obàtálá é o grande orixá, o deus da pureza e da criatividade. Ele tem uma esposa, que é muito importante no culto d’Ele.
Iyemòwó (Iye/mãe; mo/minha/ owó/búzios ou dinheiro) Mãe que nos cobre com o dinheiro. É o nome da esposa de Obàtálá. Ela é uma Ìyá àgbà (mãe anciã), uma das àjé funfun (feiticeiras brancas).
Iyemòwó infelizmente no Brasil foi colocada como uma qualidade de Iyemoja e algumas vezes de Òsun, o que de fato é um equivoco. Na Nigéria, ela é uma divindade independente, possui seu grupo de devotos e sacerdotes que podem ser os mesmos de Obàtálá.
Iyemòwó possui ewò (interditos) semelhantes aos de Obàtálá e suas comidas também são semelhantes às de seu marido.
Muitos itàn odù falam de Iyemòwó, em Ìròsùn-méjì ela aparece como a primeira mulher a menstruar. Em Òdí-méjì ela aparece como companheira de Obàtálá em uma longa viagem feita pelo mesmo.
Não há um relato de Iyemòwó sem a presença de seu marido.
Como divindade, Iyemòwó possui: Ijúbà (saudação), Oríkì (evocação), Àdúrà (rezas) e orin (cânticos).
Seus símbolos são basicamente os mesmos de Obàtálá.
Iyemòwó tem uma forte relação com: Ajé Sàlúgà, Iyemoja, Òsun e Olókun.
Iyemòwó é representada pela ewé Òsíbàtà.
Nos festivais de Òsun em Abeokuta, a Ìyáwó Òsun vai até a casa sagrada de Iyemòwó para lhe fazer oferendas, pois de acordo com os mitos, quando Òsun foi esposa de Obàtálá, ela fez muita amizade com Iyemòwó e que as duas trabalham juntas para favorecer a procriação.
Iyemòwó é representada principalmente pelos búzios brancos, símbolo de prosperidade e multiplicação.
É aconselhado que se cultue muito Iyemòó e Obàtálá juntos para que haja fertilidade na comunidade.
As mulheres idosas que não menstruam mais são as mais indicadas para ocuparem o sacerdócio do culto dessa energia.
Iyemòwó aya Obàtálá Ibà re o!
Iyemòó gbéè wa o!

Ire o!                            

domingo, 4 de setembro de 2011

XANGÔ DÁ A OBALUAYÊ OS CÃES DE OGUM...

XANGÔ DÁ 

LIVRO : Mitologia dos Orixás
AUTOR : Reginaldo Prandi – Pág.: 263
ESTADO : Original
 A OBALUAYÊ OS CÃES DE OGUM


Xangô era uma homem muito popular.

Um dia, na praça, um leproso de nome Obaluayê o procurou.

“Por que não falas comigo ?” , perguntou o pestilento.

Xangô respondeu-lhe que seu pai Obatalá lhe havia dito que naquela terra ele tinha um irmão de sangue e um irmão adotivo.
E era só com eles que ele queria conversar.

Disse-lhe Obaluayê ser ele o seu irmão por adoção e que o outro homem ali presente era seu irmão inteiro.

Esse outro era Ogum, que andava sempre acompanhado de muitos cães.

Xangô disse a Obaluayê que aquela terra não lhe pertencia, que seguisse para terras distantes, onde encontraria melhor sorte.

Obaluayê retrucou da dificuldade em seguir caminho naquelas condições de doença em que se encontrava.

Xangô tomou então dois cães de Ogum e os deu a Obaluayê, para que lhe servissem de guias e guardiões.

Mas Ogum não gostou de perder os cães e atacou Xangô.

Iniciou-se um conflito de grandes proporções entre os dois.

Desde então, Xangô e Ogum, apesar de irmãos, tornaram-se eternos e irreconciliáveis antagonistas.

Desde então chamam Ogum de Ogunjá, que na língua da terra quer dizer Ogum dos Cães.

oriki ori (cabeça e a base do culto)


Oriki Ori
(Elogiando o Espírito Interno)
Bi o ba maa lowo,
Se você quer ter dinheiro,
Beere lowo orii re,
Indague de sua cabeça,
Bi o ba maa sowo,
Se você quer começar comércio,
Beere Lowo ori re wo,
Indague de sua cabeça,
Bi o ba maa kole o,
Se você quer construir uma casa,
Beere lowo orii re,
Indague de sua cabeça,
Bi o ba maa laya o,
Se você quer uma relação,
Beere lowo orii re wo,
Indague primeiro de sua cabeça,
Ori mase pekun de,
Espírito interno por favor não fecha o portão,
Lodo re ni mi mbo,
É você que eu estou vindo,
Wa sayee fun awon omo mi di rere,
Venha e faça minha vida próspero,
Ase.
Assim seja.